Dicas para um velório:

Os velórios em geral são silenciosos em virtude do respeito que envolve a cerimônia em si.
É adequado:

  • deixar o celular em modo silencioso.
  • manter um tom de voz baixo.
  • Usar roupas discretas e sociais, evitando transparências, decotes, roupas justas e/ou curtas.
  • Ao levar crianças, tomar conta delas para evitar correria e muito barulho.

As crianças podem ir ao velório, mas devem ser consultadas a respeito disso. Devemos lembrar que elas não sabem ao certo o que acontece num velório e, por isso, é preciso que o adulto esclareça sobre o que poderá ocorrer nesse lugar. É importante dizer, com palavras simples, que o corpo da pessoa que morreu fica numa caixa especial, por um tempo, para que as pessoas possam vê-lo, mais uma vez, antes de ser enterrado. Também é importante avisá-la que haverá gente chorando, pois estão tristes com o fato. É bom lembrar-lhe de que a pessoa que morreu não sente mais dor, frio ou qualquer desconforto. Após a explicação, pergunte se ela deseja ir ao velório, e só a leve em caso afirmativo; não a obrigue a ir em hipótese alguma, mas também não lhe negue o direito de participar do ritual.

Expressar os sentimentos ou condolências é a forma de confortar as pessoas próximas ao falecido neste momento tão sensível. Não é preciso falar muito, as vezes só sua presença já é reconfortante, mas uma mensagem curta como “Sinto muito”, “Meus pêsames” ou “Lamento pela sua perda” já é suficiente. E se ainda assim faltar palavras, um abraço é uma ótima forma de se expressar.

Pessoas em luto precisam de ajuda não só no momento do velório e sepultamento. Depois do primeiro mês após a morte, as pessoas em luto costumam se sentir mais sozinhas porque os amigos e parentes voltam para suas vidas e seus afazeres. Se quiser ajudar, mantenha contato, demonstre disponibilidade, se ofereça e sempre pergunte o que a pessoa está precisando. Ofereça ajuda com ações do dia a dia da pessoa, telefone para conversar, para saber como ela está, se ofereça mais para ouvir do que para falar. Ao contrário do que parece, falar sobre o que está sentindo, sobre a pessoa que faleceu, sobre a saudade que sente, faz bem para o processo de luto. Caso a pessoa não queira conversar, não force, tenha paciência.
A ajuda profissional especializada também pode ser sugerida.
O Memorial Parque das Cerejeiras oferece palestras e grupos de apoio com psicólogas especializadas. Acesse nosso calendário.
Também disponibilizamos material de apoio ao luto “Conversando sobre a dor da perda” e “Pensando a morte em vida”. Procure-os!

Evite dizer aos familiares do falecido que “você sabe o que eles estão sentindo” ou que o falecido “agora está descansando”. Este é um momento sensível e os enlutados estão passando por um turbilhão de emoções. Outros assuntos que não devem ser abordados neste momento são: “como você está?”, “o tempo cura a dor”, “todos passam por isso” e “não se sinta mal”.

A presença no velório já é uma importante forma de homenagem. E para expressar a lembrança e o carinho é comum, por exemplo, enviar uma coroa de flores ou levar flores. E há outras formas de homenagear como deixar uma mensagem em um livro de condolências ou em sites de homenagens, entre outros.

Além de poder se despedir da pessoa que morreu, o comparecimento ao velório é uma forma de amparar a família, demonstrar solidariedade e apoio.